T Ó P I C O : Café opera em baixa nesta 2ª feira com avanço da colheita, mas clima segue no radar do mercado
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Café opera em baixa nesta 2ª feira com avanço da colheita, mas clima segue no radar do mercado
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 22/06/2026 17:16:24
Leonardo Assad Aoun comentou em: 22/06/2026 17:29
Café opera em baixa nesta 2ª feira com avanço da colheita, mas clima segue no radar do mercado
Os preços recuam nas bolsas internacionais enquanto agentes acompanham condições climáticas distintas nas regiões produtoras do Brasil
Os preços do café trabalhavam em baixa nas bolsas internacionais nesta segunda-feira (22), devolvendo parte dos ganhos registrados na última semana. O mercado acompanha o avanço da colheita brasileira em áreas beneficiadas pelo tempo mais firme, ao mesmo tempo em que segue atento às condições climáticas nas principais regiões produtoras.
Por volta das 13h50 (horário de Brasília), o café arábica apresentava movimentações negativas na Bolsa de Nova Iorque (ICE Futures US). O contrato setembro/26 tinha queda de 125 pontos, negociado a 266,55 cents/lbp. O dezembro/26 recuava 265 pontos, cotado a 255,25 cents/lbp.
No mercado do robusta, os contratos também trabalhavam no campo negativo. O vencimento setembro/26 registrava queda de 50 pontos, cotado a US$ 3.542 por tonelada. O novembro/26 recuava 64 pontos, negociado a US$ 3.491 por tonelada, enquanto o julho/26 perdia 51 pontos, valendo US$ 3.589 por tonelada.
A pressão sobre os preços está relacionada principalmente à expectativa de retomada mais consistente dos trabalhos de colheita em parte das áreas produtoras brasileiras. Após um período marcado por chuvas frequentes, algumas regiões voltaram a registrar tempo mais seco, condição que favorece o avanço das máquinas no campo e a secagem dos grãos.
O cenário climático permanece longe de ser uniforme. Enquanto algumas regiões registram tempo mais seco e favorável aos trabalhos de campo, outras seguem enfrentando chuvas recorrentes. Essa diversidade climática continua limitando movimentos mais intensos de baixa, já que ainda existem dúvidas sobre o ritmo da colheita e o comportamento da oferta nas próximas semanas.
Além da safra atual, operadores também acompanham as discussões sobre o desenvolvimento do fenômeno El Niño. Embora ainda não haja consenso sobre seus impactos para a cafeicultura brasileira, qualquer alteração nos padrões climáticos para o segundo semestre tende a influenciar as expectativas para a próxima safra e, consequentemente, a formação dos preços.
Outro fator observado pelo mercado nesta sessão é a reabertura do Estreito de Ormuz. A normalização do fluxo na importante rota marítima internacional reduz preocupações relacionadas aos custos logísticos globais. A expectativa é de menor pressão sobre despesas com transporte, combustível, fertilizantes e seguros, o que acaba sendo interpretado como um fator baixista para diversas commodities, incluindo o café.
Apesar das perdas registradas nesta segunda-feira, os estoques certificados da ICE seguem oferecendo sustentação ao mercado. Os estoques de café arábica atingiram recentemente o menor nível em cerca de dois anos e três meses, enquanto os estoques de robusta permanecem próximos dos menores volumes dos últimos dois anos.
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