T Ó P I C O : Rede catarinense de cafés especiais estreia em Minas e mira expansão pelo Estado
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Rede catarinense de cafés especiais estreia em Minas e mira expansão pelo Estado
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Rede catarinense de cafés especiais estreia em Minas e mira expansão pelo Estado
Rede catarinense inaugura operação no Estado, negocia novas unidades e projeta expansão para o Centro-Oeste e exterior
Por Daniela Maciel | Diário do Comércio

Foto: Reprodução Site Café Cultura
Uberlândia, no Triângulo Mineiro, foi a cidade escolhida para a estreia da franquia catarinense Café Cultura em Minas Gerais. Com unidades em fase de negociação em Belo Horizonte, Juiz de Fora (Zona da Mata) e Uberaba, também no Triângulo Mineiro, a rede agora tem 49 unidades espalhadas pelos estados das regiões Sul e Sudeste.
A nova unidade, instalada no Shopping Center Uberlândia, conta com 220 metros quadrados e traz um conceito já consolidado da marca, com ambientes pensados para os mais diferentes momentos do dia, de um café mais rápido ao encontro prolongado, incluindo áreas de coworking e Espaço Kids.
De acordo com a CEO do Café Cultura, Luciana Melo, a franquia, focada em cafés especiais, vai da plantação à xícara. Os grãos são selecionados e comprados diretamente dos produtores, a maioria do Sul de Minas, em especial cafés da Serra da Mantiqueira, e alguns do Espírito Santo, e levados para Florianópolis (SC), onde são torrados e feitos os blends que ganham a marca Café Cultura.
“Fazemos a nossa expansão por área e chegar a Minas Gerais era um grande desafio. O Estado, além de ser o maior produtor de café do Brasil, tem o café como uma cultura, um amor. Quando conheci Uberlândia, logo vi que era a cidade ideal para esse começo. É uma cidade de economia pujante e o shopping tem fluxo todos os dias”, explica Luciana Melo.

Luciana Melo: entrada em Minas representa um passo estratégico | Foto: Divulgação Café Cultura
São dois modelos de lojas: Todo Dia (80 m²), com investimento médio a partir de R$ 450 mil; e Encontros (120 m²), com investimento a partir de R$ 550 mil, que podem ser adaptadas para pontos de rua e shopping center. Novos espaços como hospitais, universidades e aeroportos estão nos planos da franqueadora e a primeira unidade em uma universidade deve ser aberta ainda este ano.
Mineira de Andradas (Sul de Minas), a executiva já planeja a construção de um centro de distribuição na região produtora de café para facilitar a expansão da franquia pelo Estado e para a região Centro-Oeste do País. Ao mesmo tempo em que abre novas regiões no Brasil, a marca também já estuda mercados sul-americanos, como Chile e Uruguai.
“Nosso planejamento de longo prazo é chegar a 250 unidades. A unidade de Uberlândia abre uma nova etapa e que tem como próximo passo a entrada no Centro-Oeste. E, como muitas vezes, as oportunidades se sobrepõem, já temos algumas conversas iniciadas em países do Cone Sul”, pontua.
A chegada ao Triângulo tem potencial para também aumentar a relação do Café Cultura com o café do Cerrado Mineiro. A marca já tem parceria com o Grupo JC Grossi, que produz em Patrocínio, no Alto Paranaíba.
Os blends, microlotes e lotes especiais fazem parte dos produtos da marca Café Cultura oferecidos aos consumidores. A ideia é que as pessoas possam ter um segundo momento com a marca já em suas casas. Os microlotes se prestam também a uma missão especial: valorizar as mulheres cafeeiras.
“Com esses lotes contamos as histórias das produtoras. Quando começamos, a nossa missão era fazer com que o brasileiro tivesse acesso aos nossos melhores cafés, que normalmente são exportados. A partir de 2023, mais do que isso, queremos contar as histórias dessas mulheres que produzem um café excepcional e não são reconhecidas”, destaca a CEO do Café Cultura.
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