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T Ó P I C O : Mercado global de café deve ter ‘turbulência’ até safra do Brasil entrar

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Mercado global de café deve ter ‘turbulência’ até safra do Brasil entrar


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 22/05/2026 12:23:39


Leonardo Assad Aoun comentou em: 22/05/2026 12:40

 

Mercado global de café deve ter ‘turbulência’ até safra do Brasil entrar

 

Comexim Trade Group tem uma perspectiva de colheita brasileira de 71 milhões de sacas

Por Raphael Salomão — Santos (SP) | Globo Rural

Entrada da produção brasileira de café deve trazer algum ajuste nas cotações internacionais

Entrada da produção brasileira de café deve trazer algum ajuste nas cotações internacionais - Foto: Freepik

O mercado global de café deve passar por turbulência pelo menos entre as próximas quatro a oito semanas, até que a safra brasileira comece, efetivamente, a ser direcionada aos seus destinos. Esta é a avaliação é de Alex Perk, chefe da área de café na Europa da Comexim Trade Group, que conversou com jornalistas à margem do Seminário Nacional do Café.

A empresa trabalha com uma perspectiva de colheita de 71 milhões de sacas de 60 quilos neste ano no Brasil. Do total, 23 milhões de sacas devem ser de conilon e robusta e 48 milhões de sacas de arábica.

O número é superior ao estimado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que, nesta quinta-feira (21/5), ajustou sua previsão para 66,7 milhões de sacas, sendo 45,8 milhões da variedade arábica e 20,9 milhões de sacas de robusta/conilon.

Perk disse que a entrada da produção brasileira deve trazer algum ajuste nas cotações internacionais, mas que o mercado ainda deve ter alguma volatilidade.

“Acreditamos que a safra brasileira é muito boa, mas temos riscos climáticos pela frente, eleições no Brasil, que pode influenciar o mercado de câmbio. Enquanto vejo a produtividade brasileira muito boa, vejo riscos que não deveriam ser ignorados”, disse.

Nesta quinta-feira, o contrato do café arábica para julho na bolsa de Nova York subiu 1,9% e fechou a US$ 2,7340 por libra-peso. O contrato para entrega em setembro teve alta de 1,92%, cotado a US$ 2,6550.

“Uma das razões para esse patamar elevado de preços é o baixo nível de estoque mundial. A safra brasileira ainda vai demorar alguns meses até chegar aos mercados de destino. Isso, e os ricos climáticos por vir, estão ajudando a suportar o preço no momento”, avaliou.

Perk afirmou que, agora, é difícil tentar prever uma tendência para os preços internacionais. Para ele, a safra do Brasil, apesar da perspectiva de recorde, deve ser insuficiente para recompor o quadro de oferta e demanda.

Ele lembrou que o Brasil está próximo de entrar no inverno e há risco de geadas em regiões produtoras. E que, em algumas áreas onde a colheita está em andamento, a ocorrência de chuvas já provoca alguma desaceleração no trabalho de campo.

Perk acrescentou que a probabilidade cada vez maior de ocorrência do fenômeno climático El Niño pode ser prejudicial, principalmente para o café robusta, e elevar o desequilíbrio no mercado global.

“Se tivermos uma queda de produção de robusta no sudeste asiático, vai forçar a demanda para o arábica e alterar o equilíbrio. Mas precisamos esperar”, afirmou.

Ele ressaltou ainda a necessidade de atenção com a logística. Com a guerra no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz, o custo do frete marítimos subiu, em média, 30%.

Uma mudança na situação, disse Perk, vai depender de como a guerra continuará a impulsionar custos globais de energia. No mercado de café, ele acredita que pode ocorrer ou uma continuidade na sustentação dos preços ou uma limitação de eventuais baixas provocadas pela elevação de oferta.

Durante o painel de discussão no seminário, o chefe da área de café na Europa da Comexim descartou eventual pressão de queda da demanda por café. Segundo ele, a demanda pode trazer alguma pressão sobre disponibilidade e estoques, mas se mantém resiliente e com tendência de crescimento.

A avaliação é semelhante para o CEO da Volcafé Brasil, Danilo Pucci. Participando do mesmo painel, ele disse que o consumo de café só passaria a preocupar se houvesse um extremo de preços, como ocorreu no mercado de cacau.

“A minha maior preocupação é o clima, com El Niño. E o impacto pode ser maior no robusta do que no arábica”, afirmou.

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