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T Ó P I C O : #Seminário do Café: Brasil precisa mostrar diversidade para ganhar valor no exterior, diz gerente de agronegócio da ApexBrasil

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#Seminário do Café: Brasil precisa mostrar diversidade para ganhar valor no exterior, diz gerente de agronegócio da ApexBrasil


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 21/05/2026 11:51:03


Leonardo Assad Aoun comentou em: 21/05/2026 12:05

 

#Seminário do Café: Brasil precisa mostrar diversidade para ganhar valor no exterior, diz gerente de agronegócio da ApexBrasil

 

Por Amanda Souza | Times Brasil - CNBC

  • Pedro Netto afirma que o país tem cafés para diferentes perfis de consumo, do commodity aos especiais.
  • Gerente de agronegócio da ApexBrasil diz que origem, rastreabilidade e sustentabilidade ajudam a agregar valor ao produto.
  • Cafés especiais crescem cerca de 25% ao ano e já representam 20% do volume enviado pelo Brasil ao exterior.

O Brasil precisa ampliar o reconhecimento internacional da diversidade de cafés que produz para capturar mais valor nos mercados externos, segundo Pedro Netto, gerente de agronegócio da ApexBrasil. Para ele, o país combina escala, variedade e capacidade de atender diferentes perfis de consumo.

“Somos os maiores, os mais diversos e podemos atender diferentes públicos no nível de qualidade de café”, afirmou Netto ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC durante o Seminário Internacional do Café, em Santos, no litoral de São Paulo.

O evento reúne especialistas, produtores, pesquisadores e representantes da indústria para discutir desafios e tendências do setor. A agenda inclui debates sobre comércio exterior, cafés especiais, rastreabilidade, sustentabilidade e agregação de valor.

Segundo Netto, o Brasil já é o maior produtor e exportador mundial de café, mas ainda tem espaço para reforçar a origem brasileira em produtos de maior valor agregado. Ele afirmou que o país oferece desde cafés competitivos para consumo em larga escala até cafés especiais premiados.

“O café de altíssimo nível está cada vez mais sendo reconhecido lá fora, um café que ganha prêmio, que tem um alto valor agregado para ser pago ao produtor rural”, disse.

O gerente da ApexBrasil também citou o café solúvel e o torrado e moído como frentes relevantes da pauta exportadora. Segundo ele, o esforço é mostrar ao consumidor internacional que o Brasil pode entregar diferentes formatos e padrões de qualidade.

“A gente tem buscado fazer é mostrar essa realidade para o mundo”, afirmou.

Netto disse que atributos ligados à sustentabilidade e à responsabilidade social também fazem parte da estratégia de promoção do café brasileiro. Ele citou o Código Florestal, a legislação trabalhista e a rastreabilidade como elementos que ajudam a responder às exigências de mercados mais rigorosos.

A Europa tem ampliado exigências de ESG e rastreabilidade, enquanto mercados asiáticos têm pago prêmios de 30% a 50% por determinados cafés brasileiros. O café solúvel cresce cerca de 9% ao ano, e os cafés especiais e gourmet avançam em torno de 25% ao ano, já representando 20% do volume exportado pelo país.

Netto afirmou que há demanda internacional por cafés com origem e identidade específicas, como cafés indígenas, de liderança feminina e de comunidades quilombolas. Para ele, esses nichos podem gerar remuneração maior ao produtor rural.

Leia também: Seminário do Café: Brasil deve colher maior safra da história, diz vice-presidente da Associação Comercial de Santos

“A gente sabe que tem o cliente lá fora que vai ter interesse, por exemplo, em um café indígena, e ele vai remunerar”, disse.

A ApexBrasil tem buscado parcerias para levar essa mensagem ao consumidor final. Netto citou iniciativas nos Estados Unidos e na China, incluindo ações com a Luckin Coffee, para associar cafés de alta qualidade à origem brasileira.

“O consumidor final precisa entender que o café de qualidade, de altíssimo nível que ele está consumindo, tem origem, e a origem é o Brasil”, afirmou.

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