T Ó P I C O : Café dispara no fechamento e mercado reage a riscos na oferta global, mas Brasil ainda dita o ritmo
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Café dispara no fechamento e mercado reage a riscos na oferta global, mas Brasil ainda dita o ritmo
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 20/04/2026 17:49:14
Leonardo Assad Aoun comentou em: 20/04/2026 18:14
Café dispara no fechamento e mercado reage a riscos na oferta global, mas Brasil ainda dita o ritmo
Alta nas bolsas reflete preocupação com oferta, enquanto produtor brasileiro mantém cautela na comercialização
O mercado futuro do café encerrou esta segunda-feira, 20 de abril, com forte alta nas bolsas internacionais, em um movimento de recuperação consistente após as perdas recentes. A valorização foi impulsionada por preocupações com possíveis interrupções na oferta global, mas o Brasil segue no centro das decisões de mercado.
Na Bolsa de Nova York, o café arábica fechou em alta. O contrato maio/26 encerrou cotado a 292,20 cents/lb, com ganho de 290 pontos. O julho/26 terminou em 287,75 cents/lb, com valorização de 350 pontos. Já o setembro/26 fechou em 277,10 cents/lb, com alta de 415 pontos. O dezembro/26 encerrou em 269,55 cents/lb, com avanço de 465 pontos.
Na ICE Europa, o robusta também registrou forte valorização. O contrato maio/26 fechou em US$ 3.482 por tonelada, com alta de 94 pontos. O julho/26 encerrou em US$ 3.376 por tonelada, com ganho de 113 pontos. O setembro/26 terminou cotado a US$ 3.301 por tonelada, com valorização de 107 pontos. Já o novembro/26 fechou em US$ 3.233 por tonelada, com alta de 95 pontos.
O movimento de alta foi sustentado por novas preocupações com a oferta global, especialmente diante de riscos logísticos e produtivos em importantes regiões produtoras. Esse cenário trouxe suporte às cotações, após o mercado ter recuado recentemente com a pressão da safra brasileira.
Apesar disso, o Brasil segue como principal vetor de formação de preços. O avanço da colheita aumenta a disponibilidade no curto prazo, mas ainda não há uma entrada massiva de café no mercado físico, o que ajuda a limitar pressões mais intensas sobre os preços internos.
De acordo com análises de mercado, o comportamento do produtor brasileiro tem sido determinante. Segundo o analista Jeremias Nascimento, a decisão de venda passa diretamente pela margem e não apenas pelo preço, o que explica o ritmo mais moderado de comercialização mesmo em momentos de alta nas bolsas.
Além disso, fatores climáticos continuam no radar. Relatórios indicam irregularidade nas chuvas em regiões produtoras no início de 2026, o que pode impactar o desenvolvimento das lavouras e mantém o mercado atento ao potencial produtivo.
No cenário interno, o fluxo de negócios segue seletivo. Há interesse comprador, mas muitos produtores optam por segurar volumes, avaliando melhor as condições de mercado, câmbio e custos antes de avançar nas vendas.
O fechamento desta segunda-feira reforça um mercado ainda volátil, dividido entre fundamentos de curto e médio prazo. De um lado, preocupações com a oferta global sustentam as cotações. Do outro, o avanço da safra brasileira continua sendo fator de pressão.
A recuperação das bolsas pode abrir oportunidades, mas o cenário ainda exige cautela, já que a entrada mais consistente da safra e as condições de mercado podem influenciar diretamente os preços nas próximas semanas.
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