T Ó P I C O : Cooperativas alertam que mudanças climáticas podem afetar 20% das áreas de cultivo de café
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Cooperativas alertam que mudanças climáticas podem afetar 20% das áreas de cultivo de café
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 14/04/2026 21:43:55
Leonardo Assad Aoun comentou em: 14/04/2026 22:10
Cooperativas alertam que mudanças climáticas podem afetar 20% das áreas de cultivo de café
Investir em práticas regenerativas na cafeicultura mineira é alterantiva para mitigar problema, aponta Sistema Ocemg

Problemas climáticos podem afetar lavouras de café
Foto: IMAGEM ILUSTRATIVA - Valter Campanato / Agência Brasil
No Dia Mundial do Café, celebrado nesta terça-feira (14/04), um alerta: as mudanças climáticas podem impactar diretamente um dos principais produtos do agro de Minas Gerais: o café arábica. Até 2050, uma em cada cinco áreas hoje dedicadas à cultura global da espécie pode perder a aptidão para o cultivo dos grãos em razão da alta das temperaturas e das alterações no regime de chuvas.
O alerta vem de um estudo sobre os efeitos do clima na produção mundial do grão, conduzido pelo Rabobank, banco cooperativo holandês com atuação global no agronegócio, divulgado no último mês de março. Atento às questões da sustentabilidade, o cooperativismo mineiro — responsável por mais da metade da produção cafeeira do Estado — tem investido em ações de prevenção aos avanços do aquecimento global.
“As cooperativas são pioneiras em programas com foco na redução da emissão de gases do efeito estufa na atmosfera”, afirma Ronaldo Scucato, presidente do Sistema Ocemg.
A primeira fábrica de biochar — biofertilizante produzido a partir de resíduos da cafeicultura, capaz de reter carbono, água e nutrientes no solo — da América Latina foi montada por uma cooperativa mineira.
Além disso, explica, a primeira cooperativa cafeeira com certificação internacional de agricultura regenerativa também vem do Estado. “Investir em práticas regenerativas na cafeicultura mineira faz parte não só de um compromisso com o meio ambiente, mas da manutenção econômica de um mercado que hoje responde por 51,4% do Valor Bruto da Produção (VBP) total dos cafés brasileiros”, conclui Scucato.
Fonte: O Tempo
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