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T Ó P I C O : Dia Mundial do Café: bebida reduz risco de demência em 18%, aponta estudo

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Dia Mundial do Café: bebida reduz risco de demência em 18%, aponta estudo


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 14/04/2026 19:50:20


Leonardo Assad Aoun comentou em: 14/04/2026 20:16

 

Dia Mundial do Café: bebida reduz risco de demência em 18%, aponta estudo

 

Presente em 98% dos lares brasileiros, o cafezinho ajuda na prevenção de doenças cognitivas, mas precisa ser tomado com moderação

Consumo de café pode trazer benefícios para a saúde

Consumo de café pode trazer benefícios para a saúde
Foto: Imagem: Meilan Photography | Shutterstock

Por Jéssica Malta | O Tempo

É impossível negar a relação do brasileiro com o café. Não por acaso, a bebida está presente em 98% dos lares do país, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). E, neste 14 de abril, data em que é celebrado o Dia Mundial do Café, a comemoração vai além da lembrança da força cultural do hábito de tomar um cafezinho, já que a bebida também é uma aliada comprovada na prevenção de doenças cognitivas. 

Um estudo publicado no “Journal of the American Medical Association" (JAMA) acompanhou 131.821 homens e mulheres nos Estados Unidos por até 43 anos e revelou que o consumo de café com cafeína está associado a uma redução significativa no risco de demência. Os pesquisadores notaram que, entre os que consumiam menos café, foram registrados 330 casos de demência por 100 mil pessoas por ano, enquanto nos maiores consumidores esse número caiu para 141 casos por 100 mil pessoas por ano. Em termos de risco relativo, os maiores consumidores de café apresentaram 18% menos probabilidade de desenvolver demência. Ao longo do período, 11.033 participantes desenvolveram a doença.

Segundo Drusus Pérez Marques, neurologista e professor da pós-graduação da Afya Educação Médica Belo Horizonte, um dos principais mecanismos de ação do café é o bloqueio dos receptores de adenosina. “Esse bloqueio pode levar a uma menor ativação da microglia cerebral, que são células relacionadas à resposta inflamatória no cérebro. Como resultado, há uma redução da inflamação cerebral, o que pode estar associado a uma menor probabilidade de desenvolvimento de quadros demenciais”, explica. 

Embora o café tenha benefícios, o neurologista alerta que a cafeína pode causar dependência, por isso, é preciso ter cuidado. “Quando a pessoa deixa de consumi-la, pode apresentar sintomas de abstinência e sentir que não funciona tão bem quanto de costume. Como mencionado anteriormente, o café atua bloqueando os receptores de adenosina, o que pode levar a uma maior ativação dos receptores dopaminérgicos do tipo D2 no cérebro. Isso se traduz, na prática, em aumento de motivação, estado de alerta e atenção”, complementa.

Existe uma dose ideal de café?

De acordo com a nutróloga Juliana Couto Guimarães, da Afya Educação Médica Montes Claros, de forma geral, considera-se seguro o consumo de até 3 a 4 xícaras de café por dia, o equivalente a  240 a 400 ml e  300 a 400 mg de cafeína no total. 

“O excesso de café pode levar a efeitos adversos como insônia, irritabilidade, ansiedade, palpitações e desconforto gastrointestinal. Pessoas com sensibilidade à cafeína, hipertensão não controlada, arritmias, gestantes e indivíduos com transtornos de ansiedade devem ter atenção especial e, muitas vezes, reduzir a ingestão. Outro ponto importante é evitar o consumo associado a grandes quantidades de açúcar ou adoçantes, que podem anular parte dos benefícios metabólicos”, ressalta. 

A nutróloga da Afya também esclarece que os cafés filtrados tendem a ser mais favoráveis do ponto de vista cardiovascular, pois o uso do filtro reduz a presença de substâncias como cafestol e kahweol, que podem elevar o colesterol.

“Já métodos não filtrados, como o café turco ou o preparo em prensa francesa, podem conter maiores quantidades dessas substâncias. Além disso, a qualidade do grão, o grau de torra e a forma de preparo influenciam o perfil de compostos bioativos. Em geral, cafés especiais, com menor processamento e menos aditivos, costumam ser melhores opções”, conclui a especialista.

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