T Ó P I C O : Preço do café arábica reage em março, mas robusta sofreu desvalorização
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Preço do café arábica reage em março, mas robusta sofreu desvalorização
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 01/04/2026 11:27:39
Leonardo Assad Aoun comentou em: 01/04/2026 11:50
Preço do café arábica reage em março, mas robusta sofreu desvalorização
Oferta limitada e preocupações geopolíticas elevaram cotações do arábica, enquanto proximidade da colheita pressionou valores do robusta
Por Marcelo Beledeli — Porto Alegre | Globo Rural
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Março se encerrou com movimentos distintos para os preços dos cafés arábica e robusta — Foto: AEN/Arquivo
O mês de março se encerrou com movimentos distintos para os preços dos cafés arábica e robusta, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Enquanto o arábica voltou a se valorizar, ainda em função da oferta limitada e de preocupações geopolíticas, o robusta seguiu enfraquecido em boa parte do mês, uma vez que a oferta da variedade é um pouco maior.
Nesta terça-feira (31/3), o indicador Cepea/Esalq para o café arábica registrou o preço médio de R$ 1.887,79 a saca de 60 quilos, uma alta de 5,02% no acumulado do mês. Já o robusta, com o movimento de baixa reforçado com a proximidade da colheita, caiu 6,49% no mesmo período, fechando março com a cotação a R$ 965,73 a saca de 60 quilos. Esse foi o menor valor nominal para o robusta desde maio de 2024.
Pesquisadores do Cepea destacam que a valorização do arábica em março superou até mesmo o impacto vindo das boas projeções de safra no Brasil para a colheita 2026/27, que deve ganhar ritmo entre maio e junho. A safra é aguardada com expectativa positiva, pois pode representar a primeira colheita recorde no Brasil após cinco temporadas em que a produção da variedade ficou aquém do potencial produtivo, especialmente devido às condições climáticas nas principais regiões cafeeiras do país.
Para o robusta, a perspectiva é de que volumes da temporada 2026/27 comecem a ser colhidos e entrem no mercado entre abril e maio, condição que tende a manter as cotações pressionadas.
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