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T Ó P I C O : Paisagens do café: livro revela memórias, afetos e identidade da Mantiqueira de Minas

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Paisagens do café: livro revela memórias, afetos e identidade da Mantiqueira de Minas


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 30/03/2026 11:52:35


Leonardo Assad Aoun comentou em: 30/03/2026 12:18

 

Paisagens do café: livro revela memórias, afetos e identidade da Mantiqueira de Minas

 

Em Ser-Terra: paisagens do café, autora analisa como o território cafeeiro da Mantiqueira de Minas influencia cultura, identidade e formas

Paisagens do café: livro revela memórias, afetos e identidade da Mantiqueira de Minas

As paisagens do café da Mantiqueira de Minas Gerais são mais do que cenário produtivo: elas guardam memórias, moldam comportamentos e influenciam modos de vida. Essa relação profunda entre território, sensibilidade e identidade é o ponto de partida do livro Ser-Terra: paisagens do café, da arquiteta, urbanista e pesquisadora Gabriela Gazola Brandão.

A obra propõe um olhar sensível sobre a forma como os espaços que habitamos atravessam nossa existência e ajudam a construir quem somos. Para investigar essa conexão, a autora escolhe como campo de estudo as montanhas cafeeiras da Mantiqueira mineira, região que também faz parte de sua história pessoal e memória afetiva.

Mais do que pano de fundo, as paisagens são tratadas como presença viva, capazes de influenciar vínculos sociais, ritmos de vida, percepções do tempo e a maneira como o ser humano se relaciona com o trabalho e com o território.

Paisagens do café e a relação entre território e identidade

Ao longo da narrativa, Gabriela conduz o leitor por um percurso que ultrapassa o que é apenas visível. O entorno passa a ser compreendido como uma experiência sensível, percebida pelo corpo, pelas emoções e pelas narrativas construídas no cotidiano.

Nesse processo, a autora propõe uma escuta atenta aos detalhes da vida nas montanhas cafeeiras — os silêncios, os gestos repetidos e as sutilezas que compõem o ato de habitar um lugar.

“Havíamos chegado ao ponto mais alto das montanhas do cafezal, era a aurora daquele dia, o ar era gélido e o sol despontava no relevo sinuoso (…) Essas paisagens, a contemplação dessas fotografias evoca, em mim, as sensações do meu Corpo-Terra naqueles instantes (…) A vastidão silenciosa retumbante, é em mim que a tenho. Ela ecoa fora pois ressoa cá dentro.”
(Ser-Terra: paisagens do café, p. 138)

Quando o território molda memórias e modos de vida

Com base na fenomenologia e em diálogos entre arquitetura, geografia humanista e filosofia, a obra combina rigor conceitual e delicadeza narrativa. Ao evitar uma abordagem exclusivamente técnica, a autora aposta em uma escrita que reconhece o sentir como ferramenta legítima de conhecimento.

“Este livro nasceu de um desejo inquieto e profundo de compreender como as paisagens afetam nossas existências. Veio também da observação de mim mesma, influenciada pela paisagem habitada em diversos aspectos, as relações estabelecidas com as pessoas e com os espaços, os comportamentos e as nuances de emoções”, explica Gabriela.

Ao unir ciência, sensibilidade e poesia, Ser-Terra: paisagens do café se apresenta como um convite à desaceleração e à escuta. A obra mostra que compreender o ambiente ao nosso redor também é uma forma de compreender a nós mesmos.

Ficha Técnica: 

Título do livro: Ser-Terra: paisagens do café 

Autora: Gabriela Gazola Brandão 

Editora: Cancioneiro  

ISBN/ASIN: 978-65-83330-72-7 

Páginas: 204 

Preço: R$ 60,00 

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Fonte: Hub do Café

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