T Ó P I C O : Manejo preventivo do bicho-mineiro garante produtividade e qualidade nos cafezais brasileiros
Informações da Comunidade
Criado em: 28/06/2006
Tipo: Tema
Membros: 5251
Visitas: 28.508.340
Mediador: Sergio Parreiras Pereira
Comentários do Tópico
Manejo preventivo do bicho-mineiro garante produtividade e qualidade nos cafezais brasileiros
Autor: Leonardo Assad Aoun
42 visitas
1 comentários
Último comentário neste tópico em: 04/03/2026 12:40:10
Leonardo Assad Aoun comentou em: 04/03/2026 13:01
Manejo preventivo do bicho-mineiro garante produtividade e qualidade nos cafezais brasileiros
Identificação correta, monitoramento constante e uso de tecnologias avançadas são fundamentais para proteger a lavoura contra uma das pragas mais destrutivas da cafeicultura nacional

Bicho-mineiro segue como principal desafio da cafeicultura
O bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) continua sendo uma das maiores ameaças aos cafezais brasileiros. Desde seu primeiro registro no Rio de Janeiro, em 1869, a praga se espalhou por praticamente todas as regiões produtoras do país, sendo hoje a mais disseminada nos cafezais do mundo.
As lagartas do inseto formam minas nas folhas do café, causando queda prematura, especialmente na parte superior das plantas. Em casos severos, as perdas podem chegar a 72% da produtividade, segundo estudos técnicos.
Identificação e monitoramento são essenciais para o controle
Segundo Luís Grandeza, gerente da cultura de café da FMC Corporation, o sucesso no controle do bicho-mineiro começa pela identificação precisa da praga.
“O inseto adulto é uma pequena mariposa prateada, com 5 a 6 mm de envergadura e corpo de 2 a 3 mm. As fêmeas depositam os ovos na face superior das folhas, e as lagartas, ao eclodirem, consomem o tecido interno, formando as lesões típicas”, explica o especialista.
Após a identificação, o monitoramento contínuo é indispensável. Os produtores devem observar ovos, minas vivas e a presença das mariposas prateadas que levantam voo ao menor toque.
A aplicação preventiva de inseticidas deve ser realizada quando até 3% das folhas apresentarem minas vivas, com produtos como Altacor® e Premio® Star, ambos com ação prolongada e alta eficiência no controle das lagartas.
Condições ideais para manejo e aplicação de defensivos
Grandeza reforça que, em viveiros e áreas recém-plantadas, o controle deve começar logo na visualização dos primeiros adultos. O uso de inseticidas sistêmicos é mais eficaz quando o solo ainda está úmido e a planta mantém alta atividade metabólica, o que favorece a absorção do produto.
Durante os períodos críticos de infestação — principalmente em áreas com ventos constantes — é necessário intensificar as inspeções e adotar um plano de manejo integrado para evitar surtos da praga.
Tecnologias avançadas fortalecem o manejo integrado
A FMC disponibiliza aos produtores um programa completo de manejo de pragas e doenças do café, com suporte técnico especializado e orientação em campo.
Entre as principais soluções estão:
- Altacor® e Premio® Star: inseticidas à base de diamida antranílica (grupo químico 28 – MoA-IRAC), que atuam nos receptores de rianodina, bloqueando a alimentação das lagartas e garantindo ação prolongada e alta potência.
- Hero®: inseticida de ação de choque, pertencente ao grupo químico 3A (MoA-IRAC), indicado para o controle de adultos, que deve ser usado em rotação com Altacor® e Premio® Star para evitar resistência e manter a eficácia do controle.
Práticas preventivas asseguram lavouras mais produtivas
A combinação de monitoramento constante, controle preventivo e uso de tecnologias de ponta é o caminho mais eficaz para reduzir os prejuízos causados pelo bicho-mineiro.
Essas práticas permitem preservar a sanidade das lavouras, manter a alta produtividade e garantir grãos de qualidade superior, fortalecendo a competitividade da cafeicultura brasileira.
Com o apoio de sua equipe técnica, distribuidores e cooperativas parceiras, a FMC reforça seu compromisso com o desenvolvimento sustentável do setor cafeeiro e com a entrega de cafés de excelência ao mercado nacional e internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Visualizar |
| Comentar
|


