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T Ó P I C O : Produtores de Brasileia são os primeiros do Acre a serem habilitados para fornecer café para a merenda escolar na rede estadual

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Produtores de Brasileia são os primeiros do Acre a serem habilitados para fornecer café para a merenda escolar na rede estadual


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 28/01/2026 11:32:22


Leonardo Assad Aoun comentou em: 28/01/2026 11:58

 

Produtores de Brasileia são os primeiros do Acre a serem habilitados para fornecer café para a merenda escolar na rede estadual

 

Por Pâmela Celina | Portal Acre

Café produzido no Alto Acre já é exportado para estados como Pará e São Paulo – Foto: acervo pessoal

O casal Jorge Pereira da Silva Souza e Keyti Kety Espíndola Souza da Silva, de Brasileia, município do interior do Acre, foram os primeiros produtores de café a serem habilitados para disponibilizar o produto na merenda escolar na rede estadual.

Os produtores foram selecionados na Chamada Pública Nº 001/2025, que tem como objetivo adquirir alimentos provenientes da agricultura familiar, visando atender as necessidades alimentares dos alunos que fazem parte da rede estadual de ensino, beneficiários do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

De acordo com Jorge Pereira, assim que o edital foi publicado, o casal verificou que atendia aos critérios exigidos para fornecer o produto para as escolas.

“Nós organizamos a documentação, tiramos algumas dúvidas com os servidores da Emater em relação à organização dos documentos. Eles foram muito solícitos e receptivos nos conduzindo na organização desses documentos, na separação e identificação dos envelopes. E nós fizemos a entrega desses documentos no departamento da Secretaria de Educação”, explicou.

Conforme o edital, entre as especificações exigidas para o café, neste caso o tradicional, ser um produto fornecido nas escolas estão:

  • o produto deverá ser do tipo torrado e moído, torra média e obtido a partir de grãos limpos e isentos de impurezas;
  • o produto deve apresentar-se livre de sujidades, corpos estranhos, parasitas ou qualquer tipo de contaminação, bem como não possuir umidade anormal, odores ou sabores estranhos e sinais de deterioração;
  • o produto deverá apresentar cor, aroma e sabor característicos de café torrado e moído, sem presença de adulterantes ou misturas de outras substâncias;
  • a validade mínima deverá ser de seis meses a contar da data de entrega;
  • o café deverá ser acondicionado em embalagem tipo almofada ou de qualidade superior, adequada e íntegra, que garanta a proteção do produto contra danos e contaminações;
  • a embalagem deve conter, de forma legível e durável, as seguintes informações: denominação do produto, peso líquido de 250g, data de fabricação e validade, número do lote, identificação do produtor e/ou fornecedor, selo de autenticidade da agricultura familiar e registro no mapa.

O produtor conta que nesta terça-feira, 27, houve a abertura dos envelopes, havendo a confirmação de que foram os primeiros, e únicos, habilitados para fornecer café dentro do PNAE.

Casal é proprietário de uma das marcas de café mais conceituadas no Acre – Foto: acervo pessoal

“Hoje fomos prestigiar a abertura oficial dos envelopes, onde foi identificado que nós fomos o primeiro, e único, já que é uma novidade no PNAE inserir o café neste chamamento, que outrora não era realidade. E, hoje, no estado do Acre, nós fomos os primeiros a ser habilitados nesta chamada de 2026”, detalhou.

Novas perspectivas

Segundo Jorge, a decisão de participar do edital teve como objetivo ingressar em um novo ramo do negócio. “Temos a nossa marca de café. Nós alimentamos essa marca, vendemos o nosso café para vários locais do Brasil, como em Belém, no Pará, e em São Paulo. E achamos que seria interessante estar dentro de uma outra perspectiva de negócio e foi a nossa primeira vez também em fornecer alimento para uma chamada pública. É a nossa primeira experiência”, comentou.

A propriedade do casal está localizada na Reserva Chico Mendes, no Seringal Guanabara, com a locação Palmeiras, no município de Brasiléia. Para o produtor, a conquista é muito importante e vai garantir o destino da produção do casal.

“Antes, dividíamos a nossa produção para alimentar a nossa marca própria, que é o nosso café Raízes da Floresta, e a outra parte da nossa produção a gente vendia para as indústrias locais. Agora, com esse chamamento público, podemos dividir e conseguir estar só dentro da nossa produção, e não ter que terceirizar, e não ter que vender para uma indústria o nosso produto, sendo que nós mesmo podemos finalizar essa produção para uma entrega”, enfatizou.
A partir dessa conquista, Jorge explica que após a identificação de que estão habilitados para fornecer o café para as escolas, o próximo passo é aguardar o momento da assinatura do contrato.

“Em seguida, a gente fornece o café e isso, com certeza, vai garantir a dignidade de fato para a nossa família, assim como para outras famílias que nos ajudam no manejo da lavoura. E esse processo, isso tudo, representa algo muito significativo para nós, porque a ideia é que a gente produza esse café e finalize toda essa produção e não teremos que vender por um preço inferior a uma indústria e que ela finalize o beneficiamento. Mas, com tudo isso, a gente entende que a gente vai cuidar do manejo e a finalização dessa produção e a entrega agora para a merenda escolar”, afirmou.

Para Jorge, o momento é de muita felicidade. “Estamos muito felizes, muito admirados com o trabalho. É tudo novo para nós, não sabíamos como funcionava e foi incrível a experiência de acompanhar a abertura dos envelopes, entender, em seguir uma legislação, como que é uma nova perspectiva de negócio, com características diferentes do que estamos acostumados”, finalizou.

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