T Ó P I C O : Café e tecnologia colocam Varginha no radar de novos investimentos
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Café e tecnologia colocam Varginha no radar de novos investimentos
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 15/01/2026 15:40:24
Leonardo Assad Aoun comentou em: 15/01/2026 16:06
Café e tecnologia colocam Varginha no radar de novos investimentos
Maior exportador de café do País, município no Sul de Minas amplia atuação em tecnologia e mira parcerias estratégicas com China e Índia
Por Leonardo Morais | Diário do Comércio

Varginha tem posição estratégica privilegiada entre Belo Horizonte e São Paulo e é um dos atrativos para novos negócios | Foto: Divulgação Prefeitura de Varginha
Maior exportadora de café do Brasil e pioneira na implantação de data center no Sul de Minas, Varginha projeta o futuro ancorado em setores como agronegócio e tecnologia. O avanço em novos projetos nos últimos anos coloca a cidade em evidência no Estado, em meio ao esforço de ampliar parcerias estratégicas e atrair novos mercados globais como Índia e China.
Em 2025, a cidade mineira se consolidou entre as dez maiores exportadoras do País e a mais expressiva do Estado, superando as tradicionais regiões mineradoras a partir do cultivo de café. Entre janeiro e dezembro, envios da commodity a outros países totalizaram R$ 3,2 bilhões, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Ao Diário do Comércio, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Varginha, Henrique Touguinha, pontua que a cidade investe há alguns anos em uma robusta diversificação econômica, com destaque para a cadeia do café. Além das lavouras e infraestrutura de escoamento, como o porto-seco, o município concentra cooperativas, traders e abriga projetos voltados à tecnologia e à pesquisa na cafeicultura, como a Fundação Pró-Café.
“Varginha já tem uma posição geográfica privilegiada, entre Belo Horizonte e São Paulo, beneficiando o comércio. Essa diversificação amplia nossas oportunidades, com a cadeia do agronegócio puxando o investimento orgânico, especialmente em soluções ligadas ao café”, destaca.
No campo da tecnologia, uma das principais apostas, no último ano, foi a implantação do primeiro data center no Sul de Minas, que receberá aportes de R$ 23 milhões ao longo de dois anos. Em poucos meses de operação, o espaço já se encontra com lotação máxima e articula a expansão da planta com outros interessados.
Segundo o secretário, existem negociações em andamento com uma empresa estrangeira para compor o projeto e expandir a infraestrutura local. Os resultados positivos podem ser explicados pela ausência de produtos semelhantes na região, frente à elevada demanda pela solução. “Varginha sempre capitaneou projetos de inovação, e o data center consolida essa vocação”, acrescenta.
No âmbito internacional, de olho em novas oportunidades, o município amplia a articulação com países asiáticos, como Índia e China. O secretário detalha que o objetivo é fomentar o ambiente de negócios com duas potências com crescente interesse em parcerias comerciais e investimentos na América do Sul.
“Nosso intuito é trazer oportunidades para a cidade, além de mostrar que Varginha é uma das melhores cidades do Brasil para se fazer negócios”, destaca.
Mercado pujante e diálogo entre setores projetam futuro otimista
Até o fim do ano, as expectativas são otimistas e incluem ainda avanços no hub logístico regional. A cidade espera ampliar ainda parcerias para compor o condomínio industrial, que recebeu incrementos de 360 mil metros quadrados (m²) para receber novos projetos.
“Temos propostas, mas ainda não podemos detalhar. Esperamos receber players de grande porte da cadeia do agro e de insumos”, explica Touguinha.
Quanto ao café, o cenário continua otimista, com alto potencial para continuar liderando os envios internacionais de Minas Gerais. Segundo o secretário, a cadeia do café não demonstra queda em produção, colheita ou venda, o que aponta um comportamento de continuidade na principal cadeia exportadora do município.
Os avanços em múltiplas frentes também são encarados como fruto de gestões que priorizam conexão e diálogo entre setores público e privado. “No Brasil, ainda existe uma distância cultural entre esses dois lados, e aqui temos trabalhado para reduzir esse gap e tornar essa aproximação cada vez mais presente”, conclui Touguinha.
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