T Ó P I C O : Avanço no melhoramento genético impulsiona café de minas e fortalece a produção
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Avanço no melhoramento genético impulsiona café de minas e fortalece a produção
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 01/04/2025 10:22:16
Leonardo Assad Aoun comentou em: 01/04/2025 10:23
Avanço no melhoramento genético impulsiona café de minas e fortalece a produção
A pesquisa genética de cultivares no estado tem aumentado a produtividade, qualidade e resistência das lavouras, garantindo a competitividade do café mineiro no mercado global
Minas Gerais, maior produtor de café do Brasil, responsável por 50% da área cultivada e 40% da produção nacional, se destaca no cenário cafeeiro graças ao avanço no melhoramento genético das plantas. A EPAMIG (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) já registrou mais de 20 cultivares, que têm impulsionado a produtividade, qualidade e a adaptação do café às mudanças climáticas.
A evolução genética tem sido essencial para atender à crescente demanda por café de qualidade e para garantir a competitividade dos produtores mineiros. Segundo Gladyston Carvalho, pesquisador da EPAMIG, o objetivo das pesquisas é desenvolver cultivares que aumentem a produtividade e melhorem o sistema de produção dos cafeicultores.
Minas Gerais conta com 587 municípios cultivando café e 300 mil produtores dependentes dessa atividade. A produtividade do estado saltou de 7 sacas por hectare na década de 1980 para 30 sacas por hectare atualmente. Cultivares como Topázio MG1190 e MGS Aranãs aumentaram em até 40% a resistência a pragas, contribuindo para a maior eficiência das lavouras.
No Sítio Refazenda, em Nepomuceno (Sul de Minas), o produtor Alexandre Vilela tem apostado nas cultivares de ponta para aumentar a produtividade e a qualidade do café. “Materiais como Catiguá MG2 e MGS Paraíso 2 elevaram nossa produção, garantindo competitividade no mercado”, conta o produtor.
As cultivares desenvolvidas pela EPAMIG são resultado de 20 a 30 anos de pesquisa, incluindo hibridação e testes em campos experimentais. "Só após 12 anos de estudos internos iniciamos a validação em diferentes ambientes", comenta Gladyston.
Entre as principais cultivares desenvolvidas em Minas estão a MGS Ametista, que se destaca pela resistência à seca e alta produtividade, e a Topázio MG1190, que oferece qualidade sensorial premium, voltada para cafés especiais. Estas variedades atendem tanto a produtores em regiões de maior altitude quanto aqueles em áreas de clima mais seco.
A EPAMIG também tem promovido projetos de transferência de tecnologia, como o realizado no Cerrado Mineiro entre 2016 e 2022, que ajudou a identificar cultivares ideais para diferentes biomas. O atual projeto "Validação de Cultivares e Transferência de Tecnologias" tem como objetivo mapear as melhores opções para cada microclima do estado. “Queremos manter o cafeicultor bem remunerado e atrair jovens para a sucessão familiar”, diz Vinicius Andrade, pesquisador da EPAMIG
Além de garantir maior produtividade, as novas cultivares de café têm foco em reduzir o uso de agroquímicos, adaptar-se às mudanças climáticas e melhorar a qualidade sensorial dos grãos, características que aumentam o valor do café mineiro no mercado internacional. O estado continua consolidando sua liderança no agronegócio cafeeiro, com perspectivas de expandir as exportações de cafés gourmet.
Informações: Agro em Campo
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