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T Ó P I C O : Família mantém plantação rara há gerações e oferece tour por cafezal no interior de SC

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Família mantém plantação rara há gerações e oferece tour por cafezal no interior de SC


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 16/06/2026 11:59:51


Leonardo Assad Aoun comentou em: 16/06/2026 12:11

 

Família mantém plantação rara há gerações e oferece tour por cafezal no interior de SC

 

Fazenda da família Tambosi virou ponto turístico em Rodeio após quarta geração ver potencial no café cultivado pelos antepassados

Café Leopoldo, homenagem ao patriarca que iniciou o cafezal ao chegar da Itália, foi o primeiro de Santa Catarina a iniciar a produção do chamado café especial.

Nelson Tambosi manteve tradição da família e abraçou ideia do filho de investir em café especialFoto: Alice Kienen/ND Mai

Há mais de um século, a família Tambosi honra a tradição catarinense presente na bandeira do estado e mantém a produção de café viva no interior de Rodeio, no Vale do Itajaí. O Café Leopoldo, homenagem ao patriarca que iniciou o cafezal ao chegar da Itália, foi o primeiro de Santa Catarina a iniciar a produção do chamado café especial.

Os cafezais, que fizeram parte da história do estado, foram erradicados na década de 1960 após políticas públicas nacionais proibirem plantações comerciais. Entretanto, os Tambosi nunca deixaram de plantar a bebida para consumo próprio e mantiveram a tradição da família.

Foi a quarta geração que viu na plantação que o pai mantinha potencial para fazer parte dessa nova tendência. Com ajuda de especialistas, Gabriel aprimorou os grãos da família e, desde 2017, os Tambosi passaram a oferecer o primeiro café especial de SC.

Entretanto, foi apenas em 2024 que o cafezal passou a ser também ponto turístico na região. “Pessoal de Santa Catarina consome muito café sem ter plantação, então unimos essa paixão pra conhecer uma fazenda e os processos”, explica Gabriel.

Visitação pelo cafezal inclui colheita e café colonial

Com direito a passeio de gibata, café colonial feito pela família e degustação dos cafés feitos pela Café Leopoldo, a visitação guiada passa pelo cafezal, permite participação em período de colheita e conhecer todo o processo de secagem, descasque e torra dos grãos.

Atualmente a família conta com 3 mil pés de diferentes espécies e pretende expandir a produção novamente a partir da demanda que tem crescido nos últimos anos. A maior parte do processo ainda é artesanal e são as mãos de cada um deles que permitem que o café chegue na mesa de quem ama a bebida.

Rancho que antes fazia parte da secagem dos grãos virou um pequeno museu com a história do Café Leopoldo - Alice Kienen/ND Mais

Os Tambosi ainda plantam e vendem aos turistas abacate e banana orgânicos, sendo a segunda uma opção comum em cafezais por gerar sombra e retardar a maturação dos grãos de café, o que deixa a bebida mais suave e com menos amargor.

Café especial se destaca por complexidade na produção

Feito com grãos 100% Arábica de altíssima qualidade, o café especial se diferencia pelo processo cuidadoso na produção. Os grãos são selecionados à mão, colhendo apenas os totalmente maduros e sem defeitos. Sem grãos verdes, pretos ou quebrados, como os encontrados no café tradicional, que pode levar até impurezas como galhos folhas e cascas do fruto que interferem no sabor.

O café especial também é sempre rastreável, para garantir uma torra cuidadosa que preserva seus aromas e sabores naturais. No cafezal da família Tambosi, esse processo é feito de forma artesanal, assim como a peneiração dos grãos após o descasque.

Em comparação, o café tradicional encontrado nos mercados precisa de uma torra escura para “queimar” e disfarçar defeitos, tornando o sabor mais amargo. O café especial acaba se tornando naturalmente adocicado e com mais notas sensoriais, como frutadas, achocolatadas ou florais.

Fonte: ND+

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