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T Ó P I C O : INPI concede IG Circuito das Águas Paulista (SP) para cafés especiais

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INPI concede IG Circuito das Águas Paulista (SP) para cafés especiais


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 26/05/2026 16:16:43


Leonardo Assad Aoun comentou em: 26/05/2026 16:35

 

INPI concede IG Circuito das Águas Paulista (SP) para cafés especiais

 

circuito-das-águas-paulista.jpg

IP Circuito das Águas Paulista

O INPI publicou na Revista da Propriedade Industrial (RPI) 2890, de 26 de maio de 2026, o reconhecimento da Indicação Geográfica (IG) Circuito das Águas Paulista, do tipo Indicação de Procedência (IP), para cafés produzidos na região da Serra da Mantiqueira, em São Paulo. O registro contempla café em grão cru e café industrializado na condição de torra em grão e/ou torrado moído. A área delimitada abrange nove municípios paulistas: Águas de Lindóia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro. Com a nova concessão, o Brasil passa a contar com 173 IGs registradas pelo INPI: 43 Denominações de Origem (DOs), sendo 33 nacionais e 10 estrangeiras, e 130 IPs, das quais 129 nacionais e uma estrangeira.

Segundo a documentação apresentada ao INPI, a cafeicultura chegou à região por volta de 1835, vinda de Campinas, e encontrou nas ramificações da Serra da Mantiqueira condições favoráveis de clima e solo para o cultivo.

Em 1840, já havia registro da atividade em pequenas propriedades de municípios como Socorro. Na segunda metade do século XIX, a região viveu forte crescimento econômico impulsionado pela produção cafeeira. O município de Amparo tornou-se um dos principais produtores de café do estado por volta de 1870, com apoio da expansão ferroviária da Companhia Mogiana e da chegada de imigrantes europeus, principalmente italianos.

Serra Negra consolidou o plantio em larga escala em 1876. Décadas depois, em 1913, a publicação “Impressões do Brazil no Século Vinte” citou Serra Negra e Amparo entre os dez maiores produtores nacionais, responsáveis por cerca de 10% da produção brasileira da época.

A crise de 1929 afetou a atividade cafeeira, mas a cultura permaneceu presente na economia local e nas tradições familiares da região, atualmente na sexta geração de produtores. A partir dos anos 1970, a mecanização da produção reduziu a competitividade dos produtores locais no mercado de commodities, devido à topografia montanhosa da região. Em resposta, os cafeicultores passaram a investir em cafés especiais.

Segundo a requerente, os cafés do Circuito das Águas Paulista se destacam pela doçura acentuada e marcante, associada ao aprimoramento das variedades arábica cultivadas em altitudes que chegam a 1.400 metros.

Atualmente, o turismo rural e de experiência também fortalece a identidade da região. Fazendas históricas abertas à visitação conectam a tradição dos antigos barões do café às cafeterias premiadas da atualidade, contribuindo para consolidar o nome geográfico Circuito das Águas Paulista.

A documentação apresentada ainda aponta a possibilidade de o registro futuramente ser convertido em Denominação de Origem (DO), após estudos específicos e cumprimento das exigências legais e normativas.

Fonte: Governo Federal

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