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T Ó P I C O : Com R$ 15 mil, irmãos transformam aluguel de máquinas de café em rede de franquias que fatura R$ 56 milhões

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Com R$ 15 mil, irmãos transformam aluguel de máquinas de café em rede de franquias que fatura R$ 56 milhões


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 25/05/2026 15:03:21


Leonardo Assad Aoun comentou em: 25/05/2026 15:22

 

Com R$ 15 mil, irmãos transformam aluguel de máquinas de café em rede de franquias que fatura R$ 56 milhões

 

André e Daniel Malamud criaram a Amiste Café quando tinham 18 e 20 anos, respectivamente. Hoje, rede conta com 25 unidades em operação

Por Luana de Andrade | PEGN

André Malamud, cofundador da Amiste Café

André Malamud, cofundador da Amiste Café — Foto: Divulgação

Os irmãos André e Daniel Malamud decidiram criar o próprio negócio dentro de casa e com R$ 15 mil emprestados. Inspirados pelo pai, que liderava uma empresa de vending machines, eles compraram máquinas de cafés com o objetivo de alugá-las para outras empresas. Assim, surgiu a Amiste Café, que hoje opera como uma rede franquias com um faturamento anual de R$ 56 milhões.

Criado em 2001, em Londrina (PR), o negócio foi o primeiro empreendimento de André e Daniel, que, na época, tinham 18 e 20 anos, respectivamente. Segundo André, a operação começou de maneira informal, tocada em paralelo à faculdade e outros trabalhos. Com três tipos de máquinas disponíveis para aluguel – de café expresso, multibebidas e café coado –, os irmãos desempenhavam todas as funções no negócio, do comercial à assistência técnica.

Nos primeiros anos de operação, os empreendedores continuaram se dividindo entre a Amiste Café e outras atividades profissionais. Em 2005, acreditando no potencial de escalar o negócio, eles decidiram se dedicar exclusivamente à empresa e migraram a operação para a os fundos de uma loja de roupas da mãe e ampliaram o espaço físico usado para estoque e administração. “Foi nesse momento que a empresa deixou de ser uma atividade paralela e passou a ser tratada como prioridade”, diz André.

Segundo André, nos anos seguintes, a empresa conquistou os principais players de Londrina, o que levou os empreendedores a investir em um plano de expansão. Em 2010, eles inauguraram uma segunda unidade própria, em Maringá (PR). Três anos depois, o negócio entrou no franchising. “A gente via potencial de crescer para o Brasil inteiro, mas sabíamos que não daríamos conta sozinhos de manter o mesmo nível de qualidade. Por isso escolhemos crescer com franquias”, afirma o cofundador.

Hoje, a Amiste Café soma 25 unidades em operação, entre franquias e lojas próprias, distribuídas pelas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Na prática, cada unidade opera em um modelo de negócio com duas frentes centrais de faturamento. Cerca de 40% vêm do aluguel de máquinas de café variadas para atender a diferentes perfis de empresas. Entre os clientes estão escritórios, lojas, hotéis, indústrias, restaurantes e cafeterias.

"Temos soluções de café coado, café solúvel, café expresso, máquinas para outras bebidas quentes, como cappuccino e chocolate, e máquinas profissionais para cafeterias”, diz André. Segundo o empreendedor, a maioria das máquinas são adquiridas com uma importadora italiana.

Outros 60% do faturamento vem da venda de insumos, como cafés, xaropes e caldas. Ao todo, são cerca de 40 SKUs. Cada franquia conta com um espaço de loja física para venda dos insumos, que funciona como showroom e atendimento para pessoas físicas. A demanda B2C representa cerca de 5% do faturamento da rede.

Para acelerar a expansão, os irmãos agora apostam em um modelo de microfranquia, lançado neste ano. Enquanto o formato tradicional tem um investimento inicial de cerca de R$ 700 mil e foco em cidades grandes, a microfranquia exige um capital de R$ 90 mil, com uma operação home-based. O formato mais enxuto é voltado para municípios a partir de 50 mil habitantes.

Com os dois modelos, a meta da companhia neste ano é chegar a 40 unidades. Para 2026, a expectativa é crescer nas regiões Norte e Nordeste. Capitais como Salvador, Recife, Maceió, Fortaleza e Natal estão entre as prioridades. Após faturar R$ 56 milhões em 2025, a expectativa é alcançar R$ 80 milhões neste ano.

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