T Ó P I C O : Café abre 5ª feira com Londres em alta e Nova Iorque pressionada pela chegada da safra brasileira
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Café abre 5ª feira com Londres em alta e Nova Iorque pressionada pela chegada da safra brasileira
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 07/05/2026 16:05:44
Leonardo Assad Aoun comentou em: 07/05/2026 16:29
Café abre 5ª feira com Londres em alta e Nova Iorque pressionada pela chegada da safra brasileira
Mercado segue volátil neste começo de colheita no Brasil
O mercado do café opera de forma mista na manhã desta quinta-feira (7), com o robusta avançando na Bolsa de Londres e o arábica trabalhando no campo negativo em Nova Iorque. O cenário segue acompanhado de perto pelo mercado brasileiro, que entra em período mais intenso de colheita e mantém atenção voltada ao ritmo da oferta, exportações e comportamento do dólar.
Por volta das 8h30, horário de Brasília, o café robusta registrava ganhos moderados na ICE Futures Europe. O contrato maio/26 subia 35 pontos, negociado a US$ 3.638 por tonelada. O julho/26 avançava 22 pontos, cotado a US$ 3.435 por tonelada. O setembro/26 tinha alta de 12 pontos, valendo US$ 3.328 por tonelada, enquanto o novembro/26 subia 10 pontos, a US$ 3.254 por tonelada.
Já o arábica operava com leves perdas na ICE Futures US. O vencimento maio/26 recuava 185 pontos, cotado a 297,60 cents/lbp. O julho/26 caía 55 pontos, negociado a 283,30 cents/lbp. O setembro/26 tinha baixa de 75 pontos, aos 275,35 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 perdia 85 pontos, valendo 268,50 cents/lbp.
O mercado continua ajustando posições diante da entrada da safra brasileira. No conilon, a colheita avança com bom ritmo em importantes regiões produtoras, principalmente no Espírito Santo e Rondônia, aumentando a expectativa de maior disponibilidade física nas próximas semanas. Já no arábica, ainda há preocupação com o potencial produtivo depois dos impactos climáticos observados nas últimas temporadas.
Segundo análise de Marcelo Fraga Moreira, da Archer Consulting, o mercado ainda encontra sustentação porque os estoques globais seguem apertados, mas a chegada da nova safra brasileira começa a trazer pressão para as bolsas internacionais. O analista destaca que o mercado acompanha a possibilidade de o Brasil voltar a ofertar volumes mais robustos ao mercado exportador nos próximos meses.
No Brasil, a tendência é de negócios mais cautelosos no físico. A combinação entre volatilidade nas bolsas e oscilações cambiais continua limitando o fechamento de grandes volumes. A Safras & Mercado aponta que muitos produtores seguem retraídos, aguardando melhores oportunidades de comercialização, enquanto compradores tentam pressionar preços com a entrada da safra nova. Além da colheita, o mercado também monitora os embarques brasileiros. Dados recentes da Secretaria de Comércio Exterior mostram desaceleração no volume exportado em comparação ao ano anterior, mas com manutenção de receitas elevadas em função dos preços ainda historicamente altos do café brasileiro no mercado internacional.
A movimentação do dólar frente ao real também permanece no radar. Um câmbio mais fraco reduz parte da competitividade das exportações brasileiras e pode limitar altas mais fortes no mercado interno neste momento.
Analistas seguem destacando que, apesar da pressão sazonal de colheita, o mercado ainda trabalha sob cenário de oferta global relativamente ajustada, principalmente para cafés de melhor qualidade, o que ajuda a evitar quedas mais acentuadas nas bolsas.
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