T Ó P I C O : Café: Ceará será polo produtor com mudas que virão de Rondônia
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Café: Ceará será polo produtor com mudas que virão de Rondônia
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 20/04/2026 13:44:42
Leonardo Assad Aoun comentou em: 20/04/2026 14:04
Café: Ceará será polo produtor com mudas que virão de Rondônia
Missão empresarial da Faec encantou-se com a variedade Robusta e com a alta tecnologia da cafeicultura rondonense
Escrito por Egídio Serpaegidio.serpa@svm.com.br

Legenda: Empresários e técnicos da Missão da Faec visitam em Cacoal (RO) as estufas nas quais se desenvolvem as mudas do café Robusta
Foto: Divulgação
Uma missão técnica e empresarial organizada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec) visitou, durante quatro dias da semana passada, as áreas plantadas de café de Rondônia, de onde virão as mudas de variedade Robusta que será cultivada em sete regiões cearenses, entre as quais o Baixo Acaraú, a Chapada do Apodi e toda a geografia do município de Barbalha, cujo solo e cujo clima são propícios para o desenvolvimento do projeto de tornar este estado, como já o foi em boa parte do Século XX, um polo produtor dessa rubiácea. Rondônia é o quinto maior produtor de café do país.
Essa missão a Rondônia foi a primeira, rápida e importante consequência de um Acordo de Cooperação Técnica celebrado em 2025 pelo Sistema Faec/Senar-CE, a Café Arvoredo e a Embrapa Agroindústria Tropical, com sede em Fortaleza, com a Embrapa Rondônia, que atua na expansão da cultura cafeeira no Oeste brasileiro. O objetivo desse acordo, revelou o presidente da Faec, Amílcar Silveira, é a implantação, no território cearense, do café “canefhora”, responsável pela produção de 40% do café mundial, o do Brasil no meio.
De acordo com o Google, “o café produzido nas Matas de Rondônia é da espécie canéfora e é conhecido como ‘Robustas Amazônicos’, que se dá bem com o calor e altitudes menores do estado, ao contrário do arábica, outra variedade existente no Brasil, que se desenvolve em regiões com temperaturas mais baixas e montanhosas”.
No Ceará, o projeto cafeeiro da Faec avança em alta velocidade. Integrantes da Missão a Rondônia, o advogado e agropecuarista Fernando Franco e seu filho Nicolas, que criam gado de corte em Redenção, no Maciço de Baturité, voltaram impressionadíssimos com o que viram na região de Cacoal, espécie de “capital do café” de Rondônia.
Falando ontem à coluna, os Franco, pai e filho, disseram que já estão comprando as mudas do ‘robusta amazônico’ para cultivá-lo em suas propriedades. E acrescentaram:
“É importante destacarmos que a cafeicultura desenvolvida no estado de Rondônia tem como ponto relevante uma espécie de café amazônico ‘Robusta’, diferente de outras espécies plantadas em outras regiões até então grandes produtoras de café, destacando-se tanto pelos ganhos de produtividade como pela qualidade, com reconhecimento internacional. Um dos pontos que chamaram nossa atenção foi o emprego de alta tecnologia utilizada lá pelo cafeicultor Juan Travain, que vem exercendo forte liderança junto aos demais cafeicultores de Rondônia, e isso é o que pretendemos implementar no Ceará.”
Também integraram a Missão da Faec que visitou Rondônia o produtor Chico Almir, vice-presidente administrativo e financeiro da Faec, o cafeicultor Sérgio Patrício e o chefe-geral da Embrapa Agroindústria Tropical, pesquisador Gustavo Saavedra, além de José Roberto Vieira Júnior, chefe adjunto do Centro de pesquisas da Embrapa no Ceará.
Na terça-feira, primeiro dia da missão, os cearenses foram recebidos em Porto Velho pela chefe geral da Embrapa de Rondônia, Lúcia Helena de Oliveira Wadt; na quarta-feira a missão deslocou-se para o município de Cacoal, onde na quinta-feira teve um dia intenso de visitas aos cafezais do município, que é considerado a "capital do café" em Rondônia, e polo de produção de café canefhora.
Durante toda a programação, o grupo da Faec foi acompanhado pelo presidente da Cafeicultores Associados da Região das Matas de Rondônia (Caferon), Juan Travain, que foi o anfitrião; pelo presidente do Sindicato Rural de Cacoal, Alex Sandro Guaitoline; e pelo supervisor do Senar de Rondônia, Darlan Alves.
"O PIB do setor cafeeiro de Rondônia já equivale ao PIB da pecuária de corte daquele estado. Além da produção de café em alta escala, um fato que também despertou a nossa atenção foi o excelente nível de desenvolvimento e o padrão de vida dos produtores familiares da região de Cacoal”, como disse Fernando Franco, a quem esta coluna perguntou:
“E o que acontecerá agora, depois dessa viagem a Rondônia?” Ele respondeu:
“Vamos imediatamente dar partida ao projeto de transformar o Ceará em um polo produtor de café. Temos todas as condições para isso, inclusive o apoio do governo da Faec, do governo do estado. E do Gripo 3Corações, que já se comprometeu a comprar toda nossa produção.”
Fonte: Diário do Noroeste
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