T Ó P I C O : Cafeicultura da Mogiana se recupera após anos de perdas e aposta em tecnologia para avançar
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Cafeicultura da Mogiana se recupera após anos de perdas e aposta em tecnologia para avançar
Autor: Lilian Rodrigues
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Último comentário neste tópico em: 15/04/2026 13:50:56
Lilian Rodrigues comentou em: 15/04/2026 14:17
Cafeicultura da Mogiana se recupera após anos de perdas e aposta em tecnologia para avançar
Região enfrenta desafios climáticos, mas investe em manejo e inovação para retomar produtividade
A cafeicultura da região da Mogiana vive um momento de transição, marcado pela recuperação gradual da produtividade após anos de forte impacto climático e pela adoção de novas estratégias para garantir maior estabilidade no campo.
Com cerca de 130 mil hectares cultivados, a região busca retomar seu potencial produtivo, após enfrentar sucessivas quebras de safra causadas principalmente pelo déficit hídrico e pela irregularidade das floradas.
O cenário foi apresentado durante a Fenicafé pelo engenheiro agrônomo Bruno Maciel, que destacou os avanços recentes, mas também os desafios ainda presentes. “A região passou por um período de estresse produtivo muito forte. Agora, começamos a ver uma retomada, com melhora no pegamento e aumento da produtividade”, explica.
Segundo ele, a safra de 2026 já apresenta sinais positivos, indicando recuperação em relação aos últimos anos. No entanto, a produção ainda não alcança níveis históricos. “Ainda existe um déficit produtivo. A gente está avançando, mas não voltou ao patamar que a Mogiana já mostrou ser capaz de atingir”, destaca.
Tecnologia e manejo aumentam resiliência no campo
Diante das limitações hídricas e da predominância de lavouras em sequeiro, os produtores da Mogiana têm intensificado o uso de tecnologia e práticas de manejo para aumentar a resiliência das lavouras. “Mesmo com baixa disponibilidade de água, a irrigação tem sido utilizada de forma estratégica, principalmente na formação das lavouras, trazendo mais segurança”, afirma Maciel.
Outra estratégia importante é o manejo de safra zero, por meio de podas programadas, que contribuem para o equilíbrio produtivo ao longo dos ciclos. “Essa prática ajuda a recuperar as lavouras e manter níveis produtivos mais consistentes, principalmente em anos mais difíceis”, explica.
O especialista também destaca a evolução no manejo do solo e na escolha de cultivares. “Hoje existe uma preocupação maior com a construção de um solo bem estruturado e com o uso de materiais mais adaptados à região, o que aumenta a resiliência da lavoura”, pontua.
Práticas conservacionistas, como o uso de plantas de cobertura — especialmente a braquiária — também têm ganhado espaço. “Como a maior parte das áreas ainda é de sequeiro, tudo que melhora a retenção de água no solo faz muita diferença”, completa.
Planejamento e estratégia são fundamentais
O cenário reforça a importância de planejamento técnico e decisões estratégicas para enfrentar os desafios climáticos e aumentar a competitividade da cafeicultura.
As discussões integram o painel “Panorama da cafeicultura nacional: Perspectivas das lavouras frente às condições climáticas para as safras 2025/2026 e 2026/2027”, realizado dentro da programação da Fenicafé, reunindo especialistas de diferentes regiões do país.
A Fenicafé segue até o dia 16/04 no Parque Ministro Rondon Pacheco, em Araguari, no Triângulo Mineiro.
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