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T Ó P I C O : Cientista brasileira coloca o café conilon entre as grandes bebidas do mundo

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Cientista brasileira coloca o café conilon entre as grandes bebidas do mundo


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 20/03/2026 09:51:43


Leonardo Assad Aoun comentou em: 20/03/2026 10:16

 

Cientista brasileira coloca o café conilon entre as grandes bebidas do mundo

 

A mineira Maísa Mancini está no time de pesquisa que lançou a roda sensorial inédita da bebida

Por Fábio Moitinho | Forbes

Cientista Brasileira Coloca o Café Conilon entre as Grandes Bebidas do Mundo

Sandro Malagutti
Maísa Mancini, pós-doutora em pós-colheita e qualidade de café

Poucas bebidas no mundo conquistaram algo que vai além do sabor: uma linguagem própria. O vinho, desde os anos 1980, organiza seus aromas em mapas que orientam mercados inteiros. O uísque escocês transformou notas sensoriais em identidade e valor. A cerveja especial seguiu o mesmo caminho, criando vocabulários que hoje sustentam categorias inteiras de produto. E, no próprio universo do café, o arábica consolidou esse padrão ao estruturar uma referência global de qualidade. Agora, o café conilon (também chamado de robusta ou canéfora) passa a ocupar esse território.

“A roda do arábica foi criada pela Associação de Café Especial (SCA, na sigla em inglês), mas as referências são todas norte-americanas”, explica a nutricionista mineira Maísa Mancini, 36 anos, mestre e doutora em Ciência de Alimentos e pós-doutora em pós-colheita e qualidade.

“O principal problema é que, ao usar a roda do arábica para provar um canéfora, você está comparando banana com maçã. São espécies diferentes.”

A constatação não é apenas didática. Ela expõe uma falha estrutural que por décadas limitou o reconhecimento de uma das principais culturas agrícolas do Brasil. Ao avaliar o conilon com os mesmos parâmetros do arábica, o mercado não apenas confundiu espécies distintas, ele comprometeu a própria leitura de qualidade.

É a partir dessa distorção que Mancini conduz uma mudança silenciosa, mas profunda. Ao estar por trás da criação da primeira roda sensorial do mundo dedicada aos cafés canéforas, a pesquisadora não apenas organiza aromas e sabores, mas reposiciona o conilon dentro de um seleto grupo de bebidas que falam a mesma língua: a da diferenciação, da identidade e do valor.

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