Rede Social do Café

T Ó P I C O : Cafés do Brasil podem encontrar no consumidor americano seu principal aliado contra tarifas

Informações da Comunidade

Criado em: 28/06/2006

Tipo: Tema

Membros: 5251

Visitas: 28.488.982

Mediador: Sergio Parreiras Pereira

                        

Adicionar ao Google Reader Adicionar ao Yahoo Reader Adicionar aos Favoritos BlogBlogs


Comentários do Tópico

Cafés do Brasil podem encontrar no consumidor americano seu principal aliado contra tarifas


Autor: Leonardo Assad Aoun

320 visitas

1 comentários

Último comentário neste tópico em: 26/02/2026 22:54:44


Leonardo Assad Aoun comentou em: 26/02/2026 17:21

 

Para café do Brasil, maior aliado contra tarifas é consumidor americano

 

Pressão no varejo faz com que lobby aconteça indiretamente a favor do grão brasileiro

Colheita e separação de café arábica  • 2025REUTERS/Khaled Abdullah

A entrada em vigor das novas tarifas globais anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, abriu um novo capítulo de incertezas para o comércio internacional — e o café brasileiro está no centro desse debate, apesar de o tipo verde ainda estar sob alíquota zero. O solúvel, de forma tímida, tenta não 'comemorar' redução de sobretaxa antecipadamente.

Informações preliminares compartilhadas pelo setor norte-americano, o café verde — principal item da pauta exportadora do Brasil para os EUA — permanecerá com tarifa zero. A manutenção da isenção estaria prevista nas ordens executivas assinadas por Trump, que teriam preservado as exceções concedidas no ano passado para café verde e também para o café torrado, tanto regular quanto descafeinado.

Se essa interpretação se confirmar, o café solúvel seria o único produto do complexo cafeeiro sujeito à nova tarifa de 10%.

O problema é que, até o momento, não há posição formal. Segundo atualizações de fonte americana ao CNN Agro, sob a condição de anonimato, ainda é preciso analisar os anexos da nova ordem executiva para confirmar o enquadramento correto dos produtos. Centenas de páginas e olhar atento para não tropeçar em armadilhas das entrelinhas.

O cenário é descrito por representantes do setor nos Estados Unidos como “extremamente confuso”.

A dificuldade adicional está no fato de que os EUA mantêm acordos comerciais com dezenas de países, com diferentes programas tarifários e alíquotas específicas. Além disso, decisão recente da Suprema Corte americana tratou apenas de um desses programas, o que amplia a insegurança jurídica sobre como as novas tarifas serão operacionalizadas.

A incerteza ficou evidente nesta semana: uma reunião que ocorreria com conselheiros da indústria junto ao governo americano foi adiada sem justificativa oficial. A avaliação interna é de que o adiamento reflete justamente a complexidade e a falta de clareza sobre a implementação das medidas.

Para o Brasil, maior fornecedor de café aos EUA, a definição técnica dos códigos tarifários será determinante. O café verde responde pela maior parte dos embarques brasileiros ao mercado americano — e qualquer alteração de status pode impactar preços, competitividade e contratos em andamento.

Por enquanto, o setor trabalha com cautela. A orientação é evitar posicionamentos definitivos até que haja confirmação formal do governo americano.
O que está claro é que, mesmo quando a tarifa é zero, a insegurança regulatória já impõe custos ao comércio.

Diante do cenário de reorganização do comércio internacional, exportadores brasileiros apostam em outros acordos globais e em clientela fiel, como Alemanha, Bélgica, Itália. Outros clientes em franca expansão, como Japão e China, seguem na mira e topam pagar mais.

E se o consumidor norte-americano pode ser aliado do café brasileiro, tensionando medidas locais pelo acesso ao produto, ao consumidor brasileiro a cadeia cafeeira deve manter a oferta nas atuais condições. O que, ao menos, em confuso cenário global, é uma boa perspectiva para curtir um café brasileiro.

Fonte: CNN

Visualizar | |   Comentar     |  



1