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T Ó P I C O : Café da Chapada de Minas conquista Indicação Geográfica

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Café da Chapada de Minas conquista Indicação Geográfica


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 25/02/2026 11:36:56


Leonardo Assad Aoun comentou em: 25/02/2026 11:57

 

Café da Chapada de Minas conquista Indicação Geográfica

 

Região no Vale do Jequitinhonha tem 5.800 produtores de café arábica

Por Eliane Silva — Ribeirão Preto (SP) | Globo Rural

Eder Nakamura e seu pai, Claudio Nakamura, produzem cerca de 2 mil sacas de café por ano na Chapada de Minas

Eder Nakamura e seu pai, Claudio Nakamura, produzem cerca de 2 mil sacas de café por ano na Chapada de Minas — Foto: Sebrae Minas/Divulgação

A região da Chapada de Minas, composta por 22 municípios no Vale do Jequitinhonha, conquistou nesta terça-feira (24/2) o status de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência. O pedido de registro enviado em setembro de 2025 foi deferido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), órgão federal responsável pelo registro de marcas, patentes e desenhos industriais.

O título atesta o sabor doce e marcante do café produzido na região, com notas de chocolate e caramelo harmonizadas por delicadas nuances de frutas vermelhas, corpo intenso e aveludado e finalização equilibrada e prolongada, deixando um retrogosto agradável e persistente.

A Região da Chapada de Minas é formada pelos municípios de Água Boa, Angelândia, Aricanduva, Capelinha, Caraí, Carbonita, Catuji, Diamantina, Felício dos Santos, Franciscópolis, Itaipé, Itamarandiba, José Gonçalves, Ladainha, Leme do Prado, Malacacheta, Minas Novas, Novo Cruzeiro, Senador Modestino Gonçalves, Setubinha, Turmalina e Veredinha.

O território conta com cerca de 5.800 produtores em uma área de 30 mil hectares cultivados, com produção anual estimada em 400 mil sacas de café do tipo arábica, empregando 20 mil pessoas direta e indiretamente. Localizada entre os rios Doce, Mucuri e Jequitinhonha, a área tem solo rico em minerais, altitude de até 1.200 metros, clima úmido e temperaturas agradáveis.

Entre os produtores da região estão o pioneiro Claudio Nakamura, que produz 2 mil sacas por ano, sendo 30% de cafés especiais, com uma produtividade de 30 sacas por hectare. Sérgio Meirelles e a filha Raquel são cafeicultores na Fazenda Alvorada, em Capelinha, com 4.200 sacas por ano, sendo quase metade acima de 80 pontos.

Marcelo de Souza e Silva, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, que trabalhou em parceria com o Instituto do Café da Chapada de Minas (ICCM) pela conquista da IG, disse em nota que, além do impacto econômico, os cafés da Chapada de Minas ajudam a consolidar a identidade regional, desenvolvimento da produção e do comércio, reconhecimento de mercado e competitividade para os diversos produtores no cenário nacional e internacional.

Para a presidente do ICCM, Carmem Lídia Junqueira, a conquista é resultado de um trabalho árduo, construído com dedicação e perseverança ao longo dos anos. “A Chapada de Minas é formada por pequenos grandes produtores, que se dedicam diariamente e são merecedores da valorização de seu produto e de sua história.”

Agora, o país tem 156 IGs, sendo 124 do tipo Indicações de Procedência (IP) e 32 Denominações de Origem (DO). Em Minas Gerais, a Chapada de Minas foi a oitava região de café a obter o reconhecimento. As outras são Cerrado Mineiro, Mantiqueira de Minas, Canastra, Matas de Minas, Sudoeste de Minas e Campos das Vertentes.

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