T Ó P I C O : A quantidade de café que você precisa beber para ter cinco anos extras de ‘juventude’
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A quantidade de café que você precisa beber para ter cinco anos extras de ‘juventude’
Autor: Leonardo Assad Aoun
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Último comentário neste tópico em: 01/01/2026 12:45:44
Leonardo Assad Aoun comentou em: 01/01/2026 13:23
A quantidade de café que você precisa beber para ter cinco anos extras de ‘juventude’
Quantidade certa de xícaras de café pode retardar o envelhecimento celular e promover saúde.
Por Lorena de Sousa/Capitalist
Entre o medo de exagerar e a vontade de render mais, o café ganhou um novo papel no debate científico. Um estudo publicado no BMJ Mental Health aponta que o consumo diário pode estar ligado à preservação celular.
Na prática, esse hábito teria potencial para representar vários anos a menos no envelhecimento biológico.
No centro da explicação estão os telômeros, estruturas que protegem o DNA e encurtam com o passar do tempo. Compostos antioxidantes e anti-inflamatórios do café parecem desacelerar esse desgaste. O segredo, portanto, não está no excesso, mas na medida certa.
Café e envelhecimento: o que a ciência descobriu
Na Noruega, uma investigação de uma década acompanhou centenas de pessoas com transtornos mentais graves, como esquizofrenia e transtorno bipolar, condições ligadas a envelhecimento acelerado. Quem não bebia café exibiu padrões típicos de desgaste celular.
Já o grupo que consumia de 3 a 4 xícaras manteve telômeros mais longos, mesmo após ajustes por idade e tabagismo.
Os telômeros funcionam como pontas protetoras dos cromossomos, evitando que o material genético se deteriore. Com o avanço da idade e sob estresse, eles encurtam. Os compostos antioxidantes do café ajudam a preservar essas extremidades, retardando o relógio biológico das células.
Quanto beber e quando parar
tomar de 3 a 4 xícaras de café por dia pode retardar o envelhecimento biológico das células, oferecendo aos consumidores o equivalente a cerca de cinco anos extras de “juventude” em comparação com os não consumidores. Mas, ao ultrapassar essa quantidade, o benefício desaparece.
Evidências adicionais
Na Escola de Saúde Pública TH Chan da Universidade de Harvard, pesquisas lideradas por Frank Hu destacam o café como fonte relevante de antioxidantes na dieta ocidental. Análises amplas conectam consumo moderado à menor incidência de doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e doença de Parkinson.
Em “Zonas Azuis”, regiões do mundo onde as pessoas vivem mais tempo e com melhor saúde, o café aparece como peça do estilo de vida longevo, inclusive em uma ilha com a maior expectativa de vida do mundo.
Na grega Ikaria, onde há elevada proporção de pessoas com mais de 90 anos, o café grego fervido, rico em polifenóis, associa-se a vasos mais elásticos e menor inflamação.
O conjunto das evidências converge para um ponto: moderação. Enquanto o consumo moderado favorece a integridade dos telômeros e se alinha a benefícios metabólicos, o excesso compromete o equilíbrio celular. Portanto, a dose adequada transforma o hábito em aliado da saúde.
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