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T Ó P I C O : Café: Dólar tem nova disparada de mais de 1% e pressiona Bolsa de Nova York nesta 4ª feira

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Café: Dólar tem nova disparada de mais de 1% e pressiona Bolsa de Nova York nesta 4ª feira


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 14/08/2019 18:59:53


Leonardo Assad Aoun comentou em: 14/08/2019 19:01

 

Café: Dólar tem nova disparada de mais de 1% e pressiona Bolsa de Nova York nesta 4ª feira

 

As cotações futuras do café arábica encerraram a sessão desta quarta-feira (14) com queda próxima dos 200 pontos na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O mercado acompanhou as oscilações do dólar ante o real, mas também registrou ajustes.

O vencimento setembro/19 fechou a sessão com queda de 190 pontos, a 94,45 cents/lb e o dezembro/19 anotou 97,90 cents/lb com perdas de 180 pontos. O março/20 caiu 180 pontos, a 101,50 cents/lb e o maio/19 perdeu 185 pontos, a 103,80 cents/lb.

O mercado do arábica na ICE registrou na sessão anterior alta de mais de 200 pontos na ICE. Hoje, no entanto, desde o início dos trabalhos os futuros registraram alta técnica. Além disso, uma nova disparada do dólar pesou sobre os futuros da variedade.

"Os preços do café arábica estão menores por conta da fraqueza do real, que está em queda e logo acima do recorde de baixa de dois anos e meio da segunda-feira. Um real mais fraco ante o dólar estimula as exportações", disse o site internacional Barchart.

Por volta das 15h31 (horário de Brasília), pouco depois do fechamento do arábica na ICE, o dólar comercial registrava alta de 1,80%, cotado a R$ 4,038 na venda, acompanhando cautela renovada no exterior por conta dos dados fracos da China e Alemanha.

"Pesa na percepção do desempenho da economia global, o que - a priori - embasa movimentos de aversão ao risco. Por outro lado, 'alimenta' apostas de que Pequim terá de 'se curvar' mais a Washington nas negociações a fim de antecipar o fim do drama comercial e seus impactos", explicou para a Reuters a equipe da corretora H.Commcor.

O vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville, destaca que o mercado repercute as ideias de fortes exportações de café pelo Brasil e a compra difícil por parte dos torrefadores. Esse sentimento também chegou a pressionar o mercado nos últimos dias.

Mercado interno

Os negócios no mercado brasileiro de café têm tido baixa liquidez com produtores distantes das mesas de negociação ainda que tenham compradores interessados em alguns tipos. Praças de comercialização no país tiveram baixa de preço por conta das recentes quedas no exterior.

"Os preços são considerados insatisfatórios no spot, deixando grande parte dos vendedores concentrada nas entregas já programadas – esses agentes consultados pelo Cepea devem voltar ao mercado com maior força entre o final de agosto e setembro", disse o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).

O café tipo cereja descascado registrou maior valor em Guaxupé (MG) com saca a R$ 465,00 e baixa de 0,64%. A maior oscilação no dia dentre as praças foi em Poços de Caldas (MG) com alta de 2,68% e saca a R$ 460,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 420,00 – estável e Poços de Caldas (MG) também com R$ 420,00 e alta de 2,94%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 416,00 e queda de 0,72%. A maior variação foi em Poços de Caldas (MG) com alta de 3,02% e saca a R$ 410,00.

Na terça-feira (13), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 405,06 e alta de 0,65%.

» Clique e veja as cotações completas do café

Por: Jhonatas Simião

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