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T Ó P I C O : Doenças de importância econômica que atacam plantas de café

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Doenças de importância econômica que atacam plantas de café


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 28/11/2025 13:27:13


Leonardo Assad Aoun comentou em: 28/11/2025 13:49

 

Doenças de importância econômica que atacam plantas de café

 

Dr. Aldir Alves Teixeira, CEO da Experimental Agrícola/illycaffè, fala sobre a ferrugem do cafeeiro, que atinge a lavoura cafeeira

As plantas de café podem ser afetadas por diversas enfermidades que têm um impacto significativo na produção e na economia dos produtores. Entre essas doenças de importância econômica, de antemão, vale destacar a Ferrugem do cafeeiro – Hemileia vastatrix.

Primeiramente, o que causa a ferrugem do cafeeiro é o fungo Hemileia vastatrix. Inclusive, é uma das doenças mais prejudiciais ao café. Ela afeta as folhas, causando manchas e enfraquecendo a planta. O que pode levar a perdas significativas na produção.

Doenças de importância econômica

“Lavouras bem conduzidas tecnicamente, com calagem e adubações adequadas, de maneira geral, suportam melhor as epidemias da ferrugem. Paradoxalmente, entretanto, lavouras produtivas são as mais afetadas pela doença. A incidência de ferrugem em plantas produtivas, comparadas às plantas cujas cargas foram retiradas, pode ser de 100% a 200% maior”, explica o Dr. Aldir Alves Teixeira. Ele é engenheiro agrônomo e CEO da Experimental Agrícola/illycaffè.

O clima também influencia, pois os invernos nas regiões produtoras de café têm sido mais quentes. E, em alguns anos, mais chuvosos, contribuindo para o aumento de inóculo, no início do ciclo da cultura.

Aliás, a ferrugem forma manchas pulverulentas amareladas na face inferior das folhas, após a formação dos uredosporos. As folhas lesionadas caem e debilitam a planta, que não consegue formar os botões florais da safra seguinte. Acentuando, assim, o ciclo bienal de produção da cultura. A doença pode reduzir a produção em 35%, em média.

Como evitar?

Antes de mais nada, a combinação de produtos de diferentes grupos químicos não é apenas eficaz. Mas também ajuda a evitar que o patógeno desenvolva resistência. No entanto, a capacidade do patógeno de produzir grandes quantidades de uredosporos (cada lesão pode gerar entre 300 e 400 mil uredosporos ativos ao longo de aproximadamente dois meses) e a variabilidade genética de H. vastatrix aumentam a probabilidade de quebra da resistência dos cultivares. E, ainda, o desenvolvimento de populações do patógeno resistentes aos fungicidas aplicados na cultura. Esse é um desafio constante no manejo da doença.

Como não há fungicidas tão eficientes disponíveis para o controle da ferrugem – como as misturas de triazóis e estrubulurinas –, uma estratégia pode ser o retorno das aplicações de fungicidas cúpricos. Ou seja, que também atuam como coadjuvantes no controle de outras doenças do cafeeiro, como a cercosporiose e a mancha aureolada.

Controle químico

Portanto, por tratar-se de doença endêmica, é importante que o controle químico seja preventivo. E também com um nível máximo de 5% de incidência de ferrugem na lavoura, monitorada no período favorável à doença. Nesse sentido, dando continuidade aos tratamentos sempre que a doença chegar próximo a este nível de infecção.

“É importante que os produtores adotem medidas de controle adequadas. Como, por exemplo, o monitoramento constante das lavouras, o uso de práticas de manejo integrado de pragas e doenças. Dessa forma, é possível reduzir os impactos econômicos causados por essas doenças e garantir uma produção mais saudável e sustentável”, finaliza Dr. Aldir sobre as doenças de importância econômica.

Fonte: Hub do Café

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