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T Ó P I C O : Comitiva da China visita o ES para levar café capixaba ao mercado asiático

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Comitiva da China visita o ES para levar café capixaba ao mercado asiático


Autor: Leonardo Assad Aoun

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Último comentário neste tópico em: 28/11/2025 13:13:27


Leonardo Assad Aoun comentou em: 28/11/2025 13:36

 

Comitiva da China visita o ES para levar café capixaba ao mercado asiático

 

Representantes do consulado chinês do Rio de Janeiro estiveram presentes da Feira Internacional do Café Conilon, em Jaguaré

Leticia Orlandi/A Gazeta

Repórter / labrantes@redegazeta.com.br

Feira Internacional do Café Conilon em Jaguaré

Feira Internacional do Café Conilon está sendo realizada em Jaguaré Crédito: Leticia Orlandi

Na primeira visita oficial ao Espírito Santo, uma comitiva de diplomatas chineses participou, na quinta-feira (27), da Feira Internacional do Café Conilon (Ficc) em Jaguaré, no Norte do Estado.

Com a crescente demanda chinesa por bebidas à base de café, a comitiva veio ao Estado para conhecer as potencialidades e ampliar a cooperação entre os países, visando levar o café conilon capixaba para o país mais populoso do mundo.

O cônsul geral adjunto da China no Rio de Janeiro, Wang Haitao, falou sobre o potencial econômico do Espírito Santo, enfatizando o rápido desenvolvimento da cadeia produtiva do café conilon, que agora é capaz de produzir da lavoura ao supermercado.

Na visita a Jaguaré, Haitao estava acompanhado pelo cônsul comercial, Jorge Zhou You, e pela vice-cônsul, Inês Wabg Zhiyi. Antes da visita à feira, eles tiveram uma reunião com o prefeito de Jaguaré, Marcos Guerra. A articulação do encontro contou com o apoio do presidente da Câmara do Comércio Brasil-China no Espírito Santo, Carlos Eiras.

“Conhecemos a situação da indústria de café conilon na cidade e o seu desenvolvimento nos últimos quatro anos. Agora, a indústria do café já tem toda a cadeia industrial, podendo produzir da terra para o supermercado. Portanto, já podemos comprar o café conilon daqui e levar para os supermercados. E até mesmo os pequenos produtores daqui podem ganhar mais dinheiro. Assim os produtores familiares podem ter uma vida melhor”, avalia Haitao.

Cônsul geral adjunto da China no Rio de Janeiro, Wang Haitao

Wang Haitao disse que a cooperação poderá se estender a setores como rochas ornamentais e frutas Crédito: Leticia Orlandi

O prefeito de Jaguaré, Marcos Guerra, se encontrou com a comitiva na manhã de quinta-feira (27) e, na abertura do evento, destacou que a cidade é grande produtora de conilon e a China, grande consumidora do mundo, podendo ser a maior.

Na reunião com o prefeito, o cônsul também sugeriu que a prefeitura estimule os pequenos produtores a promoverem seus cafés na internet, facilitando negociações diretas com compradores chineses.

Durante a reunião, o prefeito destacou as potencialidades do município no cultivo do conilon. “Jaguaré produz, atualmente, 1 milhão de sacas por ano. Esse número é significativo e nos coloca em segundo lugar no Espírito Santo. Mas o que mais nos orgulha é a origem: 90% dos produtores pertencem à agricultura familiar”, afirmou.

Esse dado chamou a atenção do consulado, que vê em Jaguaré diversas possibilidades de cooperação futura — entre elas, a construção conjunta de um projeto de intercâmbio entre o município capixaba e a China.

A relação entre os países já é aquecida: em agosto de 2025 a China habilitou 183 empresas brasileiras para exportar café ao país, uma abertura significativa do mercado chinês ao café do Brasil. Segundo dados do sistema Agrostat, em 2024 a China importou 55,940 mil toneladas de café brasileiro, gerando uma receita de aproximadamente US$ 216,3 milhões.

Cooperação além do café

O cônsul adjunto da China afirma que, além do café, a cooperação poderá se estender a setores como rochas ornamentais e frutas.

“Acreditamos que podemos ter uma cooperação cada vez maior no futuro, não só no café, mas também de outros produtos do Espírito Santo”, diz Haitao.

Após o encontro, segundo ele, o primeiro passo será divulgar informações detalhadas sobre o Estado aos empresários chineses para estimular futuros investimentos.

“No futuro, podemos trazer mais empresários chineses aqui ao Estado para explorar mais possibilidades de cooperação”, aponta.

O cônsul enfatizou que as relações bilaterais entre Brasil e China estão, atualmente, em seu maior momento da história. Isso permite que as parcerias em todas as áreas e níveis sejam desenvolvidas de maneira mais saudável.

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